sexta-feira, 15 de março de 2013

Iniciando um novo clico

Acabo de entregar minha desfiliação do Partido Verde. Uma pequena trajetória de 5 anos pode parecer pouco para uma instituição partidária, mas é um grande tempo nesse mundo de mudanças efêmeras em que se muda de amores, paixões e ideologias como quem muda de roupa.

Fico feliz em ter participado e contribuído no período de grandes conquistas políticas para o partido, internas e eleitorais, iniciando na campanha de Fernando Gabeira à prefeitura em 2008. Por outro lado, também não hesitei em um momento em que o partido deixou escapar a chance de se renovar com Marina Silva e passou a estagnação e perda da vivacidade de outrora. Tentei o quanto pude ajudar a mudarmos a direção e nos reinventarmos, mas, infelizmente, não obtive sucesso.

Me sinto um afortunado por ter feitos grandes amigos e construído boas parcerias. Apesar de não estar mais filiado, essas são daquelas coisas que levaremos pela vida.

Agora é um novo ciclo. A construção de uma nova possibilidade política que já começa diferente e democrática pelo próprio nome #REDE Sustentabilidade. É a construção de um novo instrumento político-partidário, mas que se propõe a inovar nas práticas políticas cotidianas, assim como na prática política partidária e institucional. O experimentar e inovar são, e devem, ser características permanentes. E a história passa a ser escrita de forma participativa.

Agora sou +1 na #REDE em que voltamos a acreditar que a utopia é possível.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Pot-pourri

 O perfil conservador do eleitor carioca

Essas eleições municipais no Rio de Janeiro serviu para reafirmar o caráter pragmático do eleitor carioca. Mais de 60% do eleitorado votou pelo retorno à câmara de vereadores que praticam ações além da sua competência legislativa: se caractarizam quase como subprefeitos informais.

Este perfil de vereadores eleitos nos leva a uma preocupação: será que conseguiremos algum legado dos grandes eventos que acontecerão na cidade?

É mais provável que esses recursos se percam no abastecimento das práticas assistencialistas que dominam o cenário municipal.

---

A desculpa para a ilegalidade.

Um fato que tem sido bastante debatido essa semana é a confusão que aconteceu na praia de Ipanema entre banhistas e Guardas Municipais.

São dois relatos divergente: a) os banhistas dizem que os guardas municipais agiram com força desproporcional na repressão aos frequentadores que jogavam altinho em horário não permitido; b) os guardas municipais dizem que a ação foi direcionado a um banhista que os havia desacatado.

Pois bem, como se não bastasse uma confusão, quase generalizada, que ocorreu na praia. Circula pela internet um convite para se praticar o "altinho" na praia de Ipanema, em horário não permitido.

A guarda municipal precisa ser reformulada em sua estrutura e forma de agir, mas isso não pode virar pressuposto para se transgredir a lei. Os guardas que agiram desproporcionalmente em relação ao banhista devem ter sua conduta apurada. Uma atuação que cabe ao poder público. O que não se pode ser conivente é com uma postura de que a ilegalidade é aceitável de acordo com o arbítrio de cada um.

Se queremos uma cidade organizada e com órgãos públicos que funcionem devemos saber respeitar as leis que regem nossa cidade. Não está satisfeito? Questione, manifeste-se (pacificamente) e, principalmente, vote consciente.