quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Pot-pourri

 O perfil conservador do eleitor carioca

Essas eleições municipais no Rio de Janeiro serviu para reafirmar o caráter pragmático do eleitor carioca. Mais de 60% do eleitorado votou pelo retorno à câmara de vereadores que praticam ações além da sua competência legislativa: se caractarizam quase como subprefeitos informais.

Este perfil de vereadores eleitos nos leva a uma preocupação: será que conseguiremos algum legado dos grandes eventos que acontecerão na cidade?

É mais provável que esses recursos se percam no abastecimento das práticas assistencialistas que dominam o cenário municipal.

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A desculpa para a ilegalidade.

Um fato que tem sido bastante debatido essa semana é a confusão que aconteceu na praia de Ipanema entre banhistas e Guardas Municipais.

São dois relatos divergente: a) os banhistas dizem que os guardas municipais agiram com força desproporcional na repressão aos frequentadores que jogavam altinho em horário não permitido; b) os guardas municipais dizem que a ação foi direcionado a um banhista que os havia desacatado.

Pois bem, como se não bastasse uma confusão, quase generalizada, que ocorreu na praia. Circula pela internet um convite para se praticar o "altinho" na praia de Ipanema, em horário não permitido.

A guarda municipal precisa ser reformulada em sua estrutura e forma de agir, mas isso não pode virar pressuposto para se transgredir a lei. Os guardas que agiram desproporcionalmente em relação ao banhista devem ter sua conduta apurada. Uma atuação que cabe ao poder público. O que não se pode ser conivente é com uma postura de que a ilegalidade é aceitável de acordo com o arbítrio de cada um.

Se queremos uma cidade organizada e com órgãos públicos que funcionem devemos saber respeitar as leis que regem nossa cidade. Não está satisfeito? Questione, manifeste-se (pacificamente) e, principalmente, vote consciente.

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